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sábado, 5 de novembro de 2011

Computador de vinte e cinco dólares chega no Natal

Rasperry PIO Rasperry Pi, que surpreendeu o universo da tecnologia graças a seu preço ultra-baixo de US$ 25, será disponibilizado para vendas iniciais neste Natal de 2011. Foi o que disse o co-desenvolvedor do projeto, o britânico David Braben, ao site GigaOM. Segundo o especialista, cerca de 10 mil unidades serão disponibilizadas para desenvolvedores até o final do ano, para que eles possam tirar proveito da natureza open source da máquina para criar softwares.

Braben ainda diz que o PC está quase pronto. O GigaOM informa algumas especificações técnicas, como o formato final do dispositivo: ele tem o tamanho aproximado de um cartão de visitas, contendo diversas entradas onde você poderá plugar monitor ou TV, teclado, mouse, roteadores USB e diversos outros dispositivos de encaixe simplificado que já estão no mercado. Usando a arquitetura ARM, o Pi pode, hoje, rodar algumas distribuições Linux e softwares ultra-leves.

Abaixo, você confere um vídeo do Rasperry Pi:




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lasers são capazes de mudar a cor dos olhos sem danificá-los

LaserUm médico em Laguna Beach (Califórnia, Estados Unidos) desenvolveu um método para alterar permanentemente a cor dos olhos das pessoas sem comprometê-los.

A mudança foi feita de olhos castanhos para azuis, e aconteceu com a ajuda de um laser que destruiu os pigmentos castanhos na íris.

O procedimento, que, de acordo com o médico, leva menos de um minuto, consiste em destruir a melanina para revelar a cor azul que estava escondida sob ela. Assim, os olhos mudam gradativamente de cor ao longo de duas a três semanas. Na imagem ao lado é possível ver o resultado do tratamento que, nesse caso, foi feito apenas na parte inferior de um dos olhos.

Gregg Homer, o primeiro médico a registrar uma patente sobre tal método em 2001, afirmou ao site de notícias KTLA Los Angeles que espera disponibilizar a tecnologia nos Estados Unidos em até três anos. O procedimento deve custar aproximadamente US$ 5 mil (cerca de R$ 9 mil).



Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Geólogos começam a acertar previsão de terremotos


Geólogos começam a acertar previsão de terremotos
Em um futuro próximo, moradores de regiões geologicamente mais ativas poderão assistir às previsões de terremotos pela TV, como ocorre hoje com as previsões do tempo.


Previsão de terremotos


Se medir as variações do tempo é difícil, com ventos, nuvens, temperatura e tudo o mais facilmente mensurável, muito mais difícil é prever o que vai acontecer nas camadas internas da Terra, onde o homem não tem acesso.
Mas os geólogos não têm descansado, e agora estão colhendo os primeiros resultados.
Observando uma área de alto risco, as previsões de que um terremoto irá acontecer em um determinado período já são 10 vezes mais precisas do que uma previsão aleatória.
A conclusão é resultado de um desafio lançado pelo Centro de Terremotos do Sul da Califórnia em 2005.


Vai tremer ou não vai?


Para participar, os cientistas deviam prever a probabilidade da ocorrência de um terremoto, de magnitude 4,95 ou maior, entre 1º de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2010.
A área do estado da Califórnia foi dividida em 8.000 quadrados, ou células, e os cientistas deviam apontar em quais células os terremotos ocorreriam e quando.
Durante esse período, terremotos atingiram 22 das 8.000 células, com o maior deles alcançado 7,2 de magnitude, em Abril de 2010.
Nesta semana, os organizadores publicaram um artigo científico comparando os resultados e dando seu veredito.


Probabilidade de terremotos


As previsões de todos os 7 grupos participantes apresentaram alguma utilidade.
A previsão mais precisa foi a apresentada pela equipe da Universidade da Califórnia em Davis, que acertou 17 das 22 áreas efetivamente atingidas e apontou o maior risco em 8 delas.
Os cientistas esperam agora que o trabalho inicie uma discussão mais ampla entre os geólogos que permita a construção, primeiro, de parâmetros para julgar quando uma previsão é melhor do que a outra e, segundo, de índices de probabilidade de terremotos que possam finalmente ser anunciados à população.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial

Armas das estrelas

Usando um aparato que em tudo lembra os mais imaginativos cenários de batalhas interestelares, uma equipe de físicos acaba de quebrar um recorde que também só encontra similares nas grandezas espaciais.
Usando 60 raios lasers de alta potência, combinados para atingir uma cápsula minúscula, eles produziram um plasma com condições de densidade de energia extremas.
Essas condições incluem uma pressão de 100 bilhões de atmosferas, uma temperatura de 200 milhões Kelvin e uma densidade 20 vezes maior que a do ouro.
Antes desse super disparo de laser, essas condições só podiam ser encontradas no núcleo de planetas gigantes, como Júpiter e Saturno, ou no interior das estrelas.

Fusão nuclear

O experimento é um dos caminhos rumo à construção de uma "estrela artificial" controlada, onde a fusão nuclear poderá ser explorada para a geração sustentável de energia.
Muitos físicos acreditam que a fusão nuclear a laser seja a melhor saída para essa fonte de energia limpa.
O laboratório Omega Laser Facility, localizado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, onde o recorde acaba de ser batido, é um dos que trabalham nesse sentido.
Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial

Estudando as reações nucleares

Os pesquisadores normalmente usam aceleradores para estudar as reações nucleares.
Neste laboratório, a equipe usou uma abordagem diferente, criando um plasma quente e denso, no qual elétrons são arrancados dos átomos para criar uma "sopa" de cargas positivas e negativas - um plasma.
O estado de plasma está presente nas estrelas, nos relâmpagos e até nas lâmpadas fluorescentes - na verdade 99% do universo visível é composto de plasma. Ele é comumente chamado de quarto estado da matéria, depois dos sólidos, líquidos e gases.
Para obter esse plasma, todos os 60 feixes de laser do Laboratório Ômega foram dirigidos simultaneamente para a superfície de uma cápsula de vidro de um milímetro de diâmetro, cheia de isótopos pesados de hidrogênio - deutério e trítio, ou trício.
Os feixes de laser geram um plasma em rápida expansão, de alta temperatura, na superfície da cápsula, fazendo-a implodir.Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial
Bilhar atômico
Esta implosão, por sua vez, cria um plasma extremamente quente (100 milhões Kelvin) de íons de deutério e trício, e de elétrons, dentro da cápsula.
Uma pequena fração dos íons de deutério e trício se fundem, um processo que gera um nêutron viajando a um sexto da velocidade da luz, com cerca de 14,1 milhões de elétron-volts de energia - em comparação, a combustão de uma substância química comum, como a madeira ou o carvão, gera cerca de 1 elétron-volt de energia.
Conforme esses nêutrons energizados escapam da cápsula que está implodindo, uma pequena fração colide com os íons de deutério e trício, e dispersa, como bolas de bilhar.
A partir dessas colisões, bastante raras, e da correspondente transferência de energia dos nêutrons para os íons, os pesquisadores podem obter uma medição precisa do processo de fusão nuclear.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Helicóptero virtual é pilotado apenas com o pensamento

Piloto mental
Cientistas criaram uma interface neural não-invasiva que permite que os usuários controlem um helicóptero virtual usando apenas suas mentes.
A interface cérebro-computador é um aprimoramento de um exame de eletroencefalografia que usa eletrodos fixados em uma touca flexível.
O grande avanço em relação aos experimentos anteriores do mesmo tipo é que os usuários pilotam seu helicóptero em um espaço tridimensional livre.
Esta é uma tarefa bem mais complexa do que pegar um objeto usando um braço robótico, por exemplo, porque toda a cena, que é acompanhada pelo usuário na tela de um computador, está em contínuo movimento.
Interface neural não-invasiva
Vários trabalhos anteriores nesta área exigiam tratamentos invasivos para medir a atividade intracraniana. Mas esta nova abordagem usa apenas uma touca flexível, não exigindo nem mesmo que o usuário raspe os cabelos.
A interface neural monitora ondas específicas do cérebro, conhecidas como ritmo sensório-motor, que por sua vez podem ser caracterizadas e calibradas para controlar os movimentos do helicóptero na tela.
Helicóptero virtual é pilotado apenas com o pensamento
Os sinais do eletroencefalograma são filtrados temporal e espacialmente para produzir os componentes individuais do movimento 3D.
Estes componentes são ponderados e digitalizados de forma a gerar uma saída que controla o helicóptero virtual.
Controle mental do mundo virtual
Simplesmente pensando na direção que deseja seguir, o usuário navega continuamente e com muita precisão - a meta é passar em três círculos que surgem em diferentes posições e diferentes altitudes no ambiente virtual.
A tarefa exigia que os usuários pilotassem seu helicóptero virtual através dos anéis, posicionados aleatoriamente no espaço tridimensional.
A meta foi alcançada com sucesso de 85% das vezes.
"Este trabalho demonstra, pela primeira vez, que se pode realizar um controle tridimensional, contínuo e em tempo real, de um objeto voador em um mundo virtual," disse o Dr. Bin He, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, coordenador do trabalho.
Embora as aplicações em entretenimento sejam óbvias, o Dr. He está mais interessado em criar uma interface neural que permita que pessoas parcial ou totalmente paralisadas controlem próteses e até robôs assistentes.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Estudantes desenvolvem "chave invisível" que abre portas apenas com gestos

PortaEstudantes do Instituto de Tecnologia e Ciência do Norte de Taiwan desenvolveram um sistema que destranca uma porta com um simples gesto com as mãos. De acordo com o site TechCrunch, ao definir um movimento para abrir a porta, basta repeti-lo na frente da fechadura e pronto! O caminho estará livre.


A "chave invisível" funciona a partir de um chip com acelerômetro, desenvolvido pelos pesquisadores. Esse chip fica dentro da fechadura e consegue identificar os movimentos feitos com as mãos em três dimensões. 

O conceito do projeto ganhou um prêmio em uma feira de Taiwan, mas os criadores afirmam que a ideia já chamou a atenção de algumas empresas. 


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Cientistas americanos criam tapete voador

tapeteCientistas da Universiade de Princeton, em Nova Jersey (Estados Unidos), construíram uma espécie de tapete voador, assim como no filme da Disney, Alladin. Segundo a  BBC, o protótipo é feito com uma folha de plástico de dez centímetros. 

O mecanismo do equipamento funciona da seguinte forma: correntes elétricas conduzem pequenas massas de ar para baixo do tapete e, assim, a folha de plástico plana no ar e se movimenta a um centímentro por segundo. 

O criador do projeto, Noah Jafferis, disse ter se inspirado em um trabalho de matemática que leu no início do seu curso de PhD. De acordo com ele, o simples processo de incorporar sensores a cada pedaço do tapete levou cerca de dois anos. Ainda foi necessário testar o comportamento do material para evitar que, com altas frequências de energia, ele se deformasse.

Jafferis lembra, no entanto, que o protótipo tem limitações e só funciona a bateria ou plugado na tomada. A equipe de cientistas que está trabalhando no projeto quer incorporar energia solar na invenção para alcançar maiores distâncias.

Assista abaixo ao vídeo de demonstração.


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Japoneses criam "cápsula de Noé" para abrigar pessoas durante tsunamis

Capsula de NoéA fabricante de geradores Cosmo Power, que conta com apenas dez funcionários, criou uma arca de Noé, que pode ser a salvação dos japoneses e outros moradores de regiões que sofrem com tsunamis. 

Segundo o site Ubergizmo, a cápsula, feita de fibra de vidro, foi projetada para flutuar e aguentar fortes impactos. Além disso, ela possui respiradores na parte superior e é pintada com um amarelo chamativo para facilitar o resgate.

A cápsula tem cerca de dois metros de diâmetro e abriga até quatro adultos. Cada unidade da "Noah" custa US$ 3.900 (cerca de R$7 mil) e, de acordo com o site, a fabricante já recebeu 600 pedidos de compra.

Veja abaixo um vídeo explicativo.


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Aparelho permite que espectador sinta o cheiro dos vídeos

SMELLITA empresa francesa Olf-action criou um dispositivo-conceito que adiciona cheiro aos vídeos. Chamado se Smellit, o aparelho foi desenvolvido para complementar a experiência de jogar games ou assistir a filmes. 

Segundo o site Technabob, o dispositivo pode exalar aromas de gasolina, cavalo, flores e até de um corpo nu. O Smellit ainda não tem preço definido e nem previsão de lançamento, já que se trata de um protótipo. No entanto, o site afirma que o sistema de odores deverá ser apresentado no Lisbon Design Show, evento que vai acontecer em Portugal entre os dias 11 e 15 de outubro. 

Um aparelho lançado em janeiro deste ano, chamado de ScentSciences, possui a mesma funcionalidade. Com ele, o usuário sincroniza perfumes nos filmes, por meio de um editor de vídeo, e o dispositivo dispara as fragâncias escolhidas no momento em que as imagens estiverem rodando. Os aromas são armazenados em cartuchos e oferecem até 200 horas de filmes. Caso o usuário queira um novo cheiro, a fabricante recebe os pedidos de personalização e ainda pode incluir um recurso que permite ajustar a intensidade de cada odor.

Reprodução















Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Carregador solar com ventosas: grude na janela e recarregue seu celular!

Ray
A fabricante Quirky.com criou um aparelho perfeito para aqueles momentos em que você está sem bateria no celular e sem tomada por perto. O "Ray" funciona a base de energia solar e possui ventosas, permitindo que você grude o dispositivo em qualquer janela. 

O usuário escolhe um local ensolarado para grudar o aparelho e o painel solar capta a luz. A partir daí, é só plugar o celular na entrada USB do dispositivo para que o display de LED exiba o status da energia. Segundo o site CNet, um celular pode ser totalmente recarregado com o "Ray", dependendo da condição do tempo.

O carregador solar está em fase de pré-vendas e custa US$40 (cerca de R$73) podendo ser entregue aqui no Brasil também.

Reprodução

Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores

Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, apresentaram uma nova 
tecnologia que pode mudar radicalmente a indústria de telas e monitores de computadores, celulares e outros equipamentos portáteis.
O professor Jason Heikenfeld, coordenador da pesquisa, afirma que a nova tecnologia não apenas pode ser fabricada com os equipamentos disponíveis atualmente como "promete uma tecnologia de imagem virtualmente sem consumo de energia."
"O que nós desenvolvemos quebra uma barreira significativa para obtermos telas eletrônicas brilhantes que não necessitam de uma pesada bateria para alimentá-las," afirmou Heikenfeld.
Imagem versus bateria
O campo das telas e monitores hoje se divide em suas áreas bem demarcadas.
Na primeira estão dispositivos que oferecem funções limitadas e baixa velocidade, mas exigem pouca energia para funcionar. Neste lado da disputa estão os leitores eletrônicos, como o Kindle.
Na segunda área estão dispositivos como telefones celulares, notebooks e tablets, que oferecem uma elevada saturação de cor e alta velocidade para vídeo e outras funções, mas ao custo de um elevado consumo de energia, exigindo constantes recargas das baterias.
"A sabedoria convencional diz que você não pode ter tudo nesses dispositivos eletrônicos: velocidade, brilho e baixo custo de fabricação. Isso está para mudar com a introdução desta nova descoberta no mercado. Esta ideia tem sido trabalhada há algum tempo, mas nós não lançamos o projeto está termos certeza de que ela poderia ser fabricada na prática," diz o pesquisador.
Tecnologia dos monitores
Para entender melhor essa nova tecnologia de monitores com alta qualidade de imagem e baixo consumo de energia é necessário saber como funciona o projeto básico das telas atuais.
Veja um leitor eletrônico como um monte de microbaldes (ou pixels) cheios com tintas preta e branca, nos quais é possível mover os pigmentos pretos e brancos para o topo ou para o fundo do balde.
Da mesma forma que misturar tintas, o processo não é rápido. É mais ou menos assim que os leitores eletrônicos de hoje funcionam. O movimento lento das partículas forma o texto e as imagens em tons de cinza que você vê em um leitor eletrônico.
A grande vantagem é que esses dispositivos não gastam praticamente nenhuma energia a menos que você esteja trocando a imagem mostrada na tela porque é a luz do ambiente que é usada para tornar as partículas visíveis.
Já os monitores de computador e celulares gastam muita energia em parte porque precisam de uma fonte interna de luz. Ao passar por filtros especiais e por moléculas capazes de se mover rapidamente, a imagem pode se formar com grande velocidade. Por outro lado, a necessidade de uma fonte de luz interna também significa que a imagem é pobre em luz brilhante, natural.
Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores
Quando a luz ambiente atinge a camada reflexiva, no interior da tela, ela é amplificada, resultando em uma qualidade de imagem sem concorrentes. 

Tecnologia microfluídica
A nova tecnologia microfluídica combina as melhores características dos dois tipos de dispositivos.
Ela consome pouca energia porque também faz uso da luz ambiente.
No entanto, apesar da nova tecnologia eletrofluídica dispensar uma forte fonte de luz interna, ela ainda é capaz de mostrar imagens brilhantes em alta velocidade.
Veja como essa "mágica" é possível.
Por trás da tela há duas camadas de líquido, um óleo e um fluido de dispersão dos pigmentos, semelhante ao usado nas impressoras jato de tinta. Entre as duas camadas há eletrodos reflexivos - pense neles como um espelho altamente reflexivo.
A luz ambiente entra através da tela, passando pela primeira camada de líquido, até atingir os eletrodos reflexivos. Quando a luz bate nos eletrodos, ela salta de volta para o olho do espectador, criando a percepção de uma imagem brilhante, com cores saturadas.
Uma pequena carga elétrica alimenta o movimento dos dois líquidos, que ocorre entre a camada inferior, por atrás dos eletrodos reflexivos, e a camada superior, à frente dos eletrodos.
Quando a substância pigmentada está posicionada na camada de cima, entre a luz ambiente e os eletrodos reflexivos, ela cria um raio refletido de luz colorida que se combina com milhões de raios da luz ambiente para produzir uma tela com cor total.
Comparação com outras tecnologias
Em termos de qualidade da imagem, o concorrente mais próximo desta nova tecnologia microfluídica, apresentando um brilho semelhante, é a tecnologia eletrocrômica, que não é capaz de mudar com rapidez suficiente para criar imagens de vídeo.
E a próxima competidora em termos de baixa potência, e ainda capaz de mostrar vídeos, é chamada de Mirasol, desenvolvida pela Quallcomm. Contudo, ao tentar exibir o branco, a tecnologia Mirasol tem apenas um terço do nível de brilho da nova tecnologia - a Mirasol, na verdade, parece-se com um jornal acinzentado.
Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia de tela microfluídica pode ser inteiramente fabricada utilizando os mesmos equipamentos que hoje fabricam as telas LCD.
Por isso, eles esperam que as primeiras telas de alta qualidade e baixíssimo consumo de energia deverão chegar ao mercado nos próximos três anos, através de sua recém-lançada empresa, a Gamma Dynamics.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Células solares flexíveis batem dois recordes de eficiência

Células solares flexíveis: CIGS e pontos quânticos batem recordes de eficiência

Células solares CIGS
Pesquisadores do laboratório suíço EMPA bateram um novo recorde de eficiência em suas células solares CIGS.
CIGS é uma sigla formada pela iniciais de cobre, índio, gálio e selênio (na verdade um disselento), os materiais usados na construção da célula solar.
Este tipo de célula pode ser fabricado em filmes plásticos e até por impressão jato de tinta.
A menor eficiência das células solares CIGS - em relação às células fotovoltaicas de silício - deve-se principalmente à baixa temperatura que deve ser usada para que elas sejam aplicadas sobre o plástico.
Os pesquisadores suíços, que trabalham tanto com substratos plásticos quanto de vidro, conseguiram baixar a temperatura ótima para a deposição sem perder eficiência.
Pinturas solares
O novo processo permitiu atingir um recorde de 18,7% na conversão solar-elétrica quando as células CIGS são aplicadas sobre plástico.
Isto as coloca praticamente em pé de igualdade com as células solares de silício, mas com duas vantagens substanciais: um custo muito menor e a flexibilidade do plástico.
Os pesquisadores também demonstraram que o processo é adequado para a aplicação das células solares sobre metais, incluindo o aço - neste caso, a eficiência atingida foi de 17,7%.
Isso abre caminho, por exemplo, para a criação de "pinturas solares" para carros elétricos, que ajudarão a carregar as baterias, assim como o uso da energia solar em uma infinidade de aplicações onde a instalação dos pesados painéis solares atuais não é adequada.
Os pesquisadores criaram uma empresa, chamada Flisom, para aprimorar a aplicação do novo processo de baixa temperatura por um sistema industrial de fabricação contínua por impressoras de rolo (roll-to-roll).
Células solares flexíveis: CIGS e pontos quânticos batem recordes de eficiência
Célula solar de pontos quânticos
Por sua vez, um grupo de pesquisadores canadenses, sauditas e norte-americanos criaram a célula solar de pontos quânticos mais eficiente já fabricada até hoje.
Pontos quânticos são semicondutores em nanoescala que capturam os fótons e geram uma corrente elétrica.
Devido ao seu tamanho minúsculo, eles podem ser aspergidos sobre superfícies flexíveis, inclusive plástico. Isso os torna promissores para a fabricação de painéis solares mais baratos.
O avanço foi obtido encapsulando os pontos quânticos coloidais (CQD:collodial quantum dots) com uma única camada de átomos.
Isso é importante porque aumenta a densidade dos pontos quânticos, o que eleva o rendimento do painel solar como um todo. Quanto menor for essa camada passiva de aglomeração, maior é a densidade obtida.
"Nós descobrimos como encolher os materiais de passivação para o menor tamanho imaginável," disse Ted Sargent, da Universidade de Toronto, no Canadá, que tem um longo histórico no desenvolvimento desse tipo de célula solar.
O rendimento das células solares de pontos quânticos ainda é substancialmente menor do que as células solares de silício.
Mas o aumento agora obtido em sua eficiência e a possibilidade de sua aplicação por spray foram suficientes para que a empresa MaRS Innovations se interessasse pela tecnologia para levá-la ao mercado.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Memória racetrack poderá substituir discos rígidos

Memória racetrack poderá substituir discos rígidos

O que se pode esperar de um sistema de armazenamento de dados batizado de "pista de 
corridas"?
Os cálculos indicam que é factível contar com uma velocidade 100.000 vezes maior do que os discos rígidos atuais, gastando uma fração da energia e sendo ainda totalmente à prova de choque.
Memória racetrack
O conceito de racetrack memory, uma pista de corrida para bits, que promete criar discos rígidos sem partes móveis, foi lançada por um pesquisador alemão, em 2007.
Posteriormente, cientistas da IBM deram um toque na ideia, sinalizando com uma memória spintrônica que poderá ser fabricada em pastilhas 3D.
Enquanto em um HD os discos giram para movimentar os bits, fazendo-os passar pelas cabeças de leitura e gravação, na memória "pista de corrida" são os bits que se movem ao longo de fios estacionários, empurrados por pulsos de corrente elétrica.
Agora, Mathias Klaui e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, deram um novo impulso ao conceito, trazendo-o mais próximo da viabilidade prática.
Pista de corrida de bits
A pista de bits é formada por nanofios de níquel-ferro. Os bits de informação são armazenados magneticamente no fio, como acontece nas fitas magnéticas - com a diferença substancial de que, na memória racetrack, não há partes móveis.
Para movimentar os bits ao longo da pista, usa-se uma corrente elétrica polarizada pelo spin, com o que se obtém uma velocidade de várias centenas de metros por segundo - para continuar a comparação com as fitas magnéticas, seria como ler uma fita VHS inteira em menos de um segundo.
O spin de um elétron pode estar apontando para uma direção ou para outra. Uma corrente de spin consiste em separar as duas classes de elétrons, transmitindo cada uma delas por uma rota diferente.
Para que a ideia seja factível, cada bit de informação deve ser cuidadosamente separado de seus vizinhos, para que os dados possam ser lidos com confiabilidade. Isto foi alcançado usando paredes de domínio com vórtices magnéticos para separar os bits adjacentes.
Klaui e seus colegas mediram o deslocamento dos vórtices magnéticos e descobriram que seu movimento físico permite velocidades de leitura muito maiores do que estava sendo calculado até agora.
O artigo que descreve o avanço, publicado na Physical Review Letters, mereceu um comentário dos cientistas da IBM que também trabalham no desenvolvimento da memória racetrack.
Eles não apenas ressaltaram a importância dos resultados, como parecem estar consistentes com suas previsões anteriores. Em 2008, eles estimavam que a memória spintrônica poderia chegar ao mercado em 10 anos. Agora, eles arriscaram um período de 5 a 7 anos.
Boot instantâneo
Milhões ou mesmo bilhões de nanofios podem ser incorporados em um único chip, inclusive superpostos em estruturas tridimensionais, criando cartões de memóriaracetrack com capacidades muito acima do que se espera ser alcançado com os discos rígidos.
O consumo de energia é baixo mesmo quando se compara com as atuais memórias RAM. Para manter seus dados, a memória RAM precisa ser alimentada mais de um milhão de vezes por segundo. Assim, mesmo sem uso, um computador consome cerca de 300 mW apenas para manter seus dados na RAM.
Como a memória racetrack armazena seus dados magneticamente, a energia só sendo necessária para movimentar os bits, os pesquisadores calculam que ela consumirá 300 vezes menos energia do que uma memória RAM de mesma capacidade.
O mais esperado, contudo, é a velocidade de leitura dessas memórias spintrônicas, o que poderá significar computadores com boots instantâneos. Tão esperado quanto a memória universal.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

Informações quânticas trafegam em rede de fibras ópticas

Informações quânticas trafegam em rede de fibras ópticas

Cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, fizeram avanços em três 
elementos-chave necessários para os sistemas de informação quântica.
Entre as descobertas destaca-se uma técnica para converter fótons que transportam dados quânticos para comprimentos de onda que podem ser transmitidos por longas distâncias pelas redes de fibras ópticas.
Rede de informação quântica
Os avanços criam ferramentas importantes para a esperada construção de um protótipo de rede de informação quântica, que codifica os dados de forma segura por meio do entrelaçamento de átomos e fótons.
O objetivo de uma rede quântica é distribuir qubits entrelaçados - dois bits de dados relacionados que são ou "0" ou "1" - por longas distâncias. Os qubits viajavam como fótons pelas redes de fibras ópticas já existentes, que fazem parte do sistema de telecomunicações em nível mundial.
Devido às perdas na intensidade do sinal que ocorre ao longo das fibras ópticas, será necessário instalar repetidores (hubs) em intervalos regulares na rede para reforçar os sinais.
Para lidar com os qubits, esses repetidores vão precisar de uma memória quântica para receber o sinal fotônico, armazená-lo brevemente, e depois produzir um outro sinal de maior intensidade que vai transportar os dados para o nó seguinte, e assim por diante, até o seu destino final.
Conversão entre comprimentos de onda
Usando nuvens ultra-frias de átomos de rubídio, os pesquisadores desenvolveram um sistema eficiente para a conversão de fótons que carregam informações quânticas em comprimentos de onda infravermelhos para comprimentos de onda apropriado para a transmissão pelos sistemas de telecomunicações convencionais.
Os pesquisadores demonstraram que o sistema mantém as informações durante a conversão para os comprimentos de ondas das telecomunicações e de volta para os comprimentos de onda infravermelhos originais.
O segundo avanço foi no aumento da vida da informação quântica, que foi mantida por até 0,1 segundo. Isto é 30 vezes mais do que já havia sido conseguido antes e se aproxima da meta das memórias quânticas, que é de 1 segundo - o suficiente, acreditam os pesquisadores, para que a informação possa ser transmitida de forma confiável para o próximo nó da rede.
Por último, os pesquisadores desenvolveram a técnica necessária para converter de volta os fótons dos comprimentos de onda das telecomunicações para os comprimentos de onda infravermelhos, com baixo ruído e sem perder as informações codificadas quanticamente pelo entrelaçamento dos fótons.
A técnica de conversão óptica resolve um problema de longa data para a criação de redes quânticas: enquanto o comprimento de onda mais adequado para o armazenamento quântico é de 795 nanômetros, as fibras ópticas transmitem com menor absorção em 1300 nanômetros, ou 1,3 micrômetro.
Memória quântica
A conversão entre diferentes comprimentos de onda ocorre no interior de um sofisticado sistema que utiliza uma nuvem de átomos de rubídio densa o suficiente para maximizar a probabilidade de interação com os fótons que chegam.
Dois feixes separados de laser excitam os átomos de rubídio, que são mantidos em uma armadilha magneto-óptica cilíndrica de cerca de seis milímetros de comprimento.
O aparato gera um processo de mistura de quatro ondas que altera o comprimento de onda dos fótons que entram.
Assim que os fótons são convertidos em comprimentos de onda de telecomunicações, eles viajam através de uma fibra óptica e retornam para a armadilha magneto-óptica.
Eles são então convertidos de volta para comprimentos de onda infravermelhos para verificar se o emaranhamento quântico foi mantido.
A memória quântica é criada quando a luz de um laser é direcionada para a nuvem de átomos de rubídio. A energia excita os átomos, e os fótons produzidos pelos átomos no processo de excitação carregam informações sobre a própria excitação. São esses fótons, que carregam a informação quântica, que são introduzidos no sistema de conversão de comprimentos de onda.
"Este é o primeiro sistema em que uma memória quântica de longa duração foi integrada com a capacidade de transmitir em comprimentos de onda de telecomunicações", disse Brian Kennedy, um dos autores da pesquisa. "Nós temos agora os aspectos cruciais necessários para fazer um repetidor quântico".

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Câmera inteligente monitora torcedores no estádio

Câmera de vigilância inteligente monitora torcedores no estádio

Cientistas alemães criaram um sistema de vigilância capaz de identificar torcedores em ações ou 
movimentos suspeitos mesmo durante o furor da comemoração de um gol.
Os vândalos e agressores normalmente se aproveitam dos momentos em que a torcida como um todo se movimenta, como na comemoração de um gol ou em um movimento conjunto de protesto contra o árbitro, para criar confusões ou para atirar objetos nos jogadores ou contra os torcedores adversários.
Olhos inteligentes
O objetivo das novas câmeras de vigilância e do software de análise das imagens - batizado de Smart Eyes (olhos inteligentes) - é identificar imediatamente qualquer problema ou comportamento fora do padrão daquilo que estiver acontecendo em cada momento exato.
Para isso, os cientistas do Instituto Fraunhofer criaram um programa avançado que, em vários aspectos, replica a capacidade humana de identificar fenômenos que fujam a um determinado padrão.
Como o olho humano, por exemplo, o programa consegue distinguir objetos na cena mesmo se esses objetos estiverem se movendo à frente de um fundo muito turbulento. O Smart Eyes analisa os dados captados pelas câmeras de vídeo em tempo real e imediatamente aponta detalhes que chamam a atenção.
"Isso é de um valor inestimável para a vigilância de prédios ou locais públicos," afirma a Dra. Martina Kolesnik, que participou do projeto. "Em determinadas circunstâncias as capacidades de um observador humano são limitadas. Peça a alguém para monitorar uma posição determinada em um estádio de futebol e a pessoa irá a perder muitos detalhes. Uma pessoa só consegue monitorar adequadamente pequenos segmentos de toda a área, e ela vai se cansar rapidamente. É aí que o Smart Eyes claramente dá conta do recado."
Estéreo-câmeras ultra ativas
O hardware do sistema é composto por uma câmera de vigilância fixa, que cobre uma determinada área, e duas estéreo-câmeras ultra ativas. Como os olhos humanos, elas podem fixar e seguir rapidamente vários pontos em sucessão, além de dar zooms para captar detalhes.
Ainda mais importante é um software inovador que analisa automaticamente as sequências de imagem. Ele replica estratégias-chave do cérebro e do olho humanos, adotando uma estrutura hierárquica e modular para lidar com o fluxo de imagens.
O programa inicialmente verifica o grau de movimento para cada pixel individual, identificando assim as áreas ativas na cena e aprendendo padrões de movimento, que são armazenados como modelos típicos.
Com base nesses modelos, o sistema identifica os eventos e, em seguida, os classifica. Por exemplo, o programa pode distinguir entre torcedores passivos e torcedores pulando, pessoas andando e assentos vazios, além de filtrar eventos, como bandeiras sendo balançadas.
"Nosso programa de análise de imagem é compatível com sistemas de câmeras produzidos por todos os fornecedores. Ele pode ser instalado facilmente. O usuário não precisa fazer qualquer ajuste," diz Kolesnik.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br