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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lasers são capazes de mudar a cor dos olhos sem danificá-los

LaserUm médico em Laguna Beach (Califórnia, Estados Unidos) desenvolveu um método para alterar permanentemente a cor dos olhos das pessoas sem comprometê-los.

A mudança foi feita de olhos castanhos para azuis, e aconteceu com a ajuda de um laser que destruiu os pigmentos castanhos na íris.

O procedimento, que, de acordo com o médico, leva menos de um minuto, consiste em destruir a melanina para revelar a cor azul que estava escondida sob ela. Assim, os olhos mudam gradativamente de cor ao longo de duas a três semanas. Na imagem ao lado é possível ver o resultado do tratamento que, nesse caso, foi feito apenas na parte inferior de um dos olhos.

Gregg Homer, o primeiro médico a registrar uma patente sobre tal método em 2001, afirmou ao site de notícias KTLA Los Angeles que espera disponibilizar a tecnologia nos Estados Unidos em até três anos. O procedimento deve custar aproximadamente US$ 5 mil (cerca de R$ 9 mil).



Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Material similar ao grafeno pode ser magnético e supercondutor

Material similar ao grafeno pode ser magnético e supercondutor

Melhor do que o grafeno?


Depois que grafeno deu aos seus descobridores o Prêmio Nobel de Física, essas folhas unidimensionais de carbono vêm recebendo um bocado de atenção.
Talvez por isso os resultados de uma nova pesquisa realizada na Coreia e na Alemanha estejam agora atraindo o foco dos holofotes.
Frederik Wolff-Fabris e seus colegas desenvolveram um material que possui propriedades físicas similares às do grafeno - mas que também tem algumas vantagens adicionais muito interessantes.
A primeira é que o material se assemelha a um tipo de supercondutor de alta temperatura, à base de ferro - os pnictidos de ferro, descobertos em 2008, e atuais estrelas das pesquisas na área de supercondução.
A segunda, e mais promissora, é que, devido à posição dos elementos individuais do novo material na Tabela Periódica, alguns dos seus átomos podem ser simplesmente substituídos por outros átomos.
Magnético, supercondutor ou isolante topológico
Estas duas características combinadas permitem a criação de novos materiais que podem ser supercondutores, magnéticos, ou se comportarem como isolantes topológicos.
Os isolantes topológicos são materiais que permitem a condução perfeita de elétrons em sua superfície, o que os diferencia dos supercondutores, cuja condução livre ocorre em todo o material.
Com isto, eles são mais adequados à transferência de pequenas correntes, como as que circulam no interior dos chips.
Este novo material é um metal, formado por uma liga de estrôncio, manganês e bismuto (SrMnBi2), que se comporta de forma muito similar ao grafeno, o que abre a possibilidade de seu uso em conjunto ou como substituto nas mesmas funções.
Mas o que mais está chamando a atenção é a possibilidade de "dopagem" do SrMnBi2 com outros elementos, o que poderá criar ímãs super fortes ou novos materiais supercondutores de alta temperatura.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial

Armas das estrelas

Usando um aparato que em tudo lembra os mais imaginativos cenários de batalhas interestelares, uma equipe de físicos acaba de quebrar um recorde que também só encontra similares nas grandezas espaciais.
Usando 60 raios lasers de alta potência, combinados para atingir uma cápsula minúscula, eles produziram um plasma com condições de densidade de energia extremas.
Essas condições incluem uma pressão de 100 bilhões de atmosferas, uma temperatura de 200 milhões Kelvin e uma densidade 20 vezes maior que a do ouro.
Antes desse super disparo de laser, essas condições só podiam ser encontradas no núcleo de planetas gigantes, como Júpiter e Saturno, ou no interior das estrelas.

Fusão nuclear

O experimento é um dos caminhos rumo à construção de uma "estrela artificial" controlada, onde a fusão nuclear poderá ser explorada para a geração sustentável de energia.
Muitos físicos acreditam que a fusão nuclear a laser seja a melhor saída para essa fonte de energia limpa.
O laboratório Omega Laser Facility, localizado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, onde o recorde acaba de ser batido, é um dos que trabalham nesse sentido.
Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial

Estudando as reações nucleares

Os pesquisadores normalmente usam aceleradores para estudar as reações nucleares.
Neste laboratório, a equipe usou uma abordagem diferente, criando um plasma quente e denso, no qual elétrons são arrancados dos átomos para criar uma "sopa" de cargas positivas e negativas - um plasma.
O estado de plasma está presente nas estrelas, nos relâmpagos e até nas lâmpadas fluorescentes - na verdade 99% do universo visível é composto de plasma. Ele é comumente chamado de quarto estado da matéria, depois dos sólidos, líquidos e gases.
Para obter esse plasma, todos os 60 feixes de laser do Laboratório Ômega foram dirigidos simultaneamente para a superfície de uma cápsula de vidro de um milímetro de diâmetro, cheia de isótopos pesados de hidrogênio - deutério e trítio, ou trício.
Os feixes de laser geram um plasma em rápida expansão, de alta temperatura, na superfície da cápsula, fazendo-a implodir.Físicos disparam 60 raios laser para criar estrela artificial
Bilhar atômico
Esta implosão, por sua vez, cria um plasma extremamente quente (100 milhões Kelvin) de íons de deutério e trício, e de elétrons, dentro da cápsula.
Uma pequena fração dos íons de deutério e trício se fundem, um processo que gera um nêutron viajando a um sexto da velocidade da luz, com cerca de 14,1 milhões de elétron-volts de energia - em comparação, a combustão de uma substância química comum, como a madeira ou o carvão, gera cerca de 1 elétron-volt de energia.
Conforme esses nêutrons energizados escapam da cápsula que está implodindo, uma pequena fração colide com os íons de deutério e trício, e dispersa, como bolas de bilhar.
A partir dessas colisões, bastante raras, e da correspondente transferência de energia dos nêutrons para os íons, os pesquisadores podem obter uma medição precisa do processo de fusão nuclear.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coisa de espião: pendrive tem sistema de autodestruição contra invasor

Acessório usa energia do eletrônico para evitar acesso a dados.

Seu pendrive contém alguma informação sigilosa ou um documento que não deve ser visto por qualquer pessoa? Então o Victorinox Swiss Army é o acessório perfeito para você – ou para qualquer um que goste de brincar de James Bond.

O pendrive, que é guardado dentro de uma carcaça de um canivete suíço, possui vários mecanismos de segurança para impedir que seus arquivos caiam na mão de terceiros: um poderoso sistema de criptografia de dados (256 AES) e uma “área segura”, que contém dados que só podem ser vistos a partir de uma senha.

É aí que vem a parte mais genial do objeto: se detectar uma ação hacker, como tentativas de quebra de senha ou inúmeros erros, por exemplo, o pendrive suga energia elétrica do eletrônico conectado via USB e queima-se automaticamente, destruindo o que estiver dentro dele, mas impedindo invasões.

Disponível de 4 GB a 64 GB, o acessório vem no formato Slim ou Duo (com dois pendrives inclusos), além de ter várias cores. Ele pode ser adquirido a partir de US$ 40 pelo site da fabricante.


fonte:
http://www.tecmundo.com.br/





domingo, 9 de outubro de 2011

EpiCollect: uma forma mais moderna de coletar dados científicos

EpiCollect: uma forma mais moderna de coletar dados científicos

Os mais sisudos cientistas agora têm uma desculpa para demonstrar toda a afeição pelos gadgets 
mais moderninhos.
Um aplicativo para smartphones, chamado EpiCollect, promete tornar mais fácil o trabalho de coleta de dados nas pesquisas de campo, sejam inventários da biodiversidade, estudos populacionais e de saúde ou a identificação de um possível novo tipo de rocha.
Coleta de dados científicos
O software livre captura os dados científicos por meio de formulários de entrada de texto, que podem ser associados a fotos ou vídeos.
A seguir, os dados são transmitidos para um servidor especial conectado à internet, onde os dados poderão ser processados, arquivados em um banco de dados central ou compartilhados com outros pesquisadores.
Uma das possibilidades abertas com o EpiCollect é que os cientistas podem monitorar em tempo real o andamento das pesquisas de seus assistentes e colaboradores, sem precisar esperar a tabulação dos dados coletados.
O sistema EpiCollect é a soma das duas partes: o aplicativo móvel para a coleta de dados, que roda nos smartphones, e o aplicativo web, que roda no servidor, onde cada projeto pode ser configurado e onde os dados podem ser visualizados.
Por cima
"Um dos significados do grego 'epi' é 'por cima', e nós queríamos refletir a generalidade da nossa abordagem; capturar os dados é apenas o primeiro obstáculo. O que fazer com os dados 'além da coleta' é onde as coisas começam a ficar interessantes," explica David Aanensen, do Imperial College London, coordenador do projeto.
O programa de código aberto foi desenvolvido utilizando a plataforma do Google, o que significa que o EpiCollect funcionará em "qualquer" celular, desde que ele esteja rodando o sistema operacional Android. Mas só nesta versão - os pesquisadores afirmam que já estão desenvolvendo o aplicativo para outras plataformas.
Até agora, mais de 500 projetos já usaram o EpiCollect, incluindo a catalogação de sítios arqueológicos, o monitoramento e a distribuição de plantas e animais e até a localização de obras de grafite em uma área urbana.
Mais informações podem ser obtidas no site do EpiCollect, no endereço www.epicollect.net.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

Simulador de motos aumenta habilidades dos motoqueiros

Simulador de motos aumenta habilidades dos motoqueiros

Cientistas usaram um dos mais avançados simuladores de moto do mundo para analisar o 
comportamento dos pilotos na condução dos seus veículos.
O estudo comprovou que uma maior segurança não significa necessariamente andar mais devagar, e que o treinamento formal e mais avançado dos motociclistas pode resultar na melhoria da segurança das nossas avenidas e rodovias.
Acidentes com motos
Os motociclistas aparecem nas estatísticas de acidentes de trânsito em uma proporção muito superior à sua representação numérica. E, pior do que isto, a incidência de mortes entre os motociclistas é muito superior à dos demais envolvidos em acidentes de trânsito.
Os cientistas da Universidade de Nottingham usaram dados da Grã-Bretanha para verificar que dois terços dos acidentes com motos envolvem carros.
Mas um número significativo de acidentes ainda é causado unicamente pelos pilotos, sem nenhum outro veículo envolvido.
O objetivo da pesquisa foi analisar as atitudes, os comportamentos e as habilidades de diferentes tipos de pilotos, de acordo com seu nível de experiência e formação.
Simulador de motos
O simulador usa uma moto Triumph Daytona 675, montada em um equipamento projetado e construído na própria Universidade. Uma grande tela mostra as imagens do simulador propriamente dito.
Segundo os pesquisadores, o realismo obtido com a estrutura foi essencial para aferir o comportamento dos pilotos.
Três grupos de motociclistas foram submetidos a situações idênticas no simulador, bem como a outras tarefas no laboratório, para testar aspectos da sua percepção de risco e seu comportamento.
Treinamento avançado de pilotagem
Os resultados mostraram que a experiência por si só não aumenta a segurança dos pilotos na estrada e, em alguns casos, os pilotos mais experientes se comportaram como se fossem pilotos novatos.
Já os pilotos melhor treinados, que passaram por um curso avançado, usaram técnicas de posicionamento para antecipar e responder aos riscos, mantiveram-se dentro dos limites de velocidade urbana, e realmente se saíram melhor do que os pilotos apenas com treinamento básico.
"O estudo demonstrou claras diferenças entre os grupos de pilotos e os benefícios potenciais da formação avançada, que supera a experiência do piloto e o treinamento básico. Embora a experiência pareça ajudar as habilidades do piloto em determinada medida, a formação avançada parece desenvolver níveis mais profundos de percepção, consciência e responsabilidade," diz o Dr. Alex Stedmon, coordenador da pesquisa.
Um relatório completo dos resultados da pesquisa está previsto para ser publicado até o final de Dezembro.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Estudantes desenvolvem "chave invisível" que abre portas apenas com gestos

PortaEstudantes do Instituto de Tecnologia e Ciência do Norte de Taiwan desenvolveram um sistema que destranca uma porta com um simples gesto com as mãos. De acordo com o site TechCrunch, ao definir um movimento para abrir a porta, basta repeti-lo na frente da fechadura e pronto! O caminho estará livre.


A "chave invisível" funciona a partir de um chip com acelerômetro, desenvolvido pelos pesquisadores. Esse chip fica dentro da fechadura e consegue identificar os movimentos feitos com as mãos em três dimensões. 

O conceito do projeto ganhou um prêmio em uma feira de Taiwan, mas os criadores afirmam que a ideia já chamou a atenção de algumas empresas. 


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Cientistas americanos criam tapete voador

tapeteCientistas da Universiade de Princeton, em Nova Jersey (Estados Unidos), construíram uma espécie de tapete voador, assim como no filme da Disney, Alladin. Segundo a  BBC, o protótipo é feito com uma folha de plástico de dez centímetros. 

O mecanismo do equipamento funciona da seguinte forma: correntes elétricas conduzem pequenas massas de ar para baixo do tapete e, assim, a folha de plástico plana no ar e se movimenta a um centímentro por segundo. 

O criador do projeto, Noah Jafferis, disse ter se inspirado em um trabalho de matemática que leu no início do seu curso de PhD. De acordo com ele, o simples processo de incorporar sensores a cada pedaço do tapete levou cerca de dois anos. Ainda foi necessário testar o comportamento do material para evitar que, com altas frequências de energia, ele se deformasse.

Jafferis lembra, no entanto, que o protótipo tem limitações e só funciona a bateria ou plugado na tomada. A equipe de cientistas que está trabalhando no projeto quer incorporar energia solar na invenção para alcançar maiores distâncias.

Assista abaixo ao vídeo de demonstração.


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Japoneses criam "cápsula de Noé" para abrigar pessoas durante tsunamis

Capsula de NoéA fabricante de geradores Cosmo Power, que conta com apenas dez funcionários, criou uma arca de Noé, que pode ser a salvação dos japoneses e outros moradores de regiões que sofrem com tsunamis. 

Segundo o site Ubergizmo, a cápsula, feita de fibra de vidro, foi projetada para flutuar e aguentar fortes impactos. Além disso, ela possui respiradores na parte superior e é pintada com um amarelo chamativo para facilitar o resgate.

A cápsula tem cerca de dois metros de diâmetro e abriga até quatro adultos. Cada unidade da "Noah" custa US$ 3.900 (cerca de R$7 mil) e, de acordo com o site, a fabricante já recebeu 600 pedidos de compra.

Veja abaixo um vídeo explicativo.


Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Japoneses criam motocicleta movida a fezes humanas

toto3Parece mentira e a gente até duvidou da veracidade do experimento, mas a TOTO, maior fabricante de produtos para banheiros do Japão, criou uma motocicleta de três rodas movida pelas fezes do usuário. Como isso é feito? O banco onde o motorista se senta é um vaso sanitário que coleta as fezes e a transforma em combustível. Tudo está, teoricamente, confirmado aqui, no blog da empresa.


O projeto, chamado de "Toilet Bike Neo", faz parte de um desafio criado pela companhia para reduzir em 50% as emissões de CO2 até 2017. Segundo a empresa, o objetivo é criar combustíveis sustentáveis para os veículos.

De acordo com o site Sppon & Tamago, a engenhoca ainda pode tocar música, escrever mensagens no ar através de imagens de luz residual e falar com o motorista. O papel higiênico fica na parte traseira e um mini vaso sanitário enfeita a dianteira do triciclo.

O lançamento oficial do "Toilet Bike Neo" será nesta quinta-feira (6/10). O produto vai percorrer quase todo o país em uma jordada de mais de 960 quilômetros, passando por cidades como Kyoto e Tóquio.

Quem quiser pilotar a motocicleta tem que tomar algumas precauções, por exemplo: usar capacete e não ler enquanto dirige, nem enquanto "abastece" o veículo, ao mesmo tempo.

Reprodução























Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Selo de papel faz diagnóstico de doenças

Enquanto alguns cientistas conseguiam com sucesso diminuir o tamanho de provetas, tubos de ensaio e centrifugadoras para caberem em caixas de alumínio que custam US$ 50 mil, George Whitesides tinha outros sonhos.

O teste de diagnóstico criado pelo laboratório de química em que Whitesides trabalha, na Universidade de Harvard, é do tamanho de um selo postal e custa menos do que um centavo de dólar.

Você sabe qual é o segredo? O papel.

Seus colegas miniaturizaram testes de diagnóstico para conseguir entrar nos campos com bombas minúsculas e tubos da espessura de um fio. Whitesides optou por uma abordagem mais inovadora, argumentando que uma gota de sangue ou urina poderia se deslocar por um pedaço de papel filtro sem qualquer intervenção.

Se nesse papel forem gravados pequenos canais para o sangue percorrer e eles estiverem cobertos de proteínas secas e corantes que reajam a substâncias químicas, então, o pedaço de papel do tamanho do polegar pode se transformar em um pequeno laboratório. Um laboratório que poderia ser impresso aos milhares por uma máquina copiadora.

Há quatro anos, ele fundou a Diagnostics for All na área de Brigton, aqui em Boston, para comercializar as suas ideias. A empresa privada já criou um teste que detecta problemas no fígado.

Para realizar o teste, que dura 15 minutos, é necessária apenas uma gota de sangue. Além disso, é possível lê-lo a olho nu. Se uma mancha redonda e minúscula mudar de cor-de-rosa para violeta, o paciente provavelmente corre risco.

Usar papel nos testes de diagnóstico não é algo completamente novo. Ele está na fita que absorve a urina nos testes de gravidez e o sangue nos testes de diabetes. Contudo, Whitesides patenteou os modos de controlar o fluxo usando várias camadas para obter diagnósticos cada vez mais complexos. Na avaliação realizada com amostras previamente analisadas pelo laboratório do Centro Médico Beth Israel Deaconess, do hospital universitário de Harvard, foi comprovada uma precisão de mais de 90 por cento, segundo Una S. Ryan, presidente da Diagnostics for All.

''A precisão deve aumentar se for usado sangue recém-retirado’', acrescentou a bióloga. Estão programados testes de campo na Índia para o final do ano: Inicialmente, ele se destina a doentes de Aids com tuberculose, que precisam tomar coquetéis compostos de sete ou mais medicamentos.


Aparelho permite que espectador sinta o cheiro dos vídeos

SMELLITA empresa francesa Olf-action criou um dispositivo-conceito que adiciona cheiro aos vídeos. Chamado se Smellit, o aparelho foi desenvolvido para complementar a experiência de jogar games ou assistir a filmes. 

Segundo o site Technabob, o dispositivo pode exalar aromas de gasolina, cavalo, flores e até de um corpo nu. O Smellit ainda não tem preço definido e nem previsão de lançamento, já que se trata de um protótipo. No entanto, o site afirma que o sistema de odores deverá ser apresentado no Lisbon Design Show, evento que vai acontecer em Portugal entre os dias 11 e 15 de outubro. 

Um aparelho lançado em janeiro deste ano, chamado de ScentSciences, possui a mesma funcionalidade. Com ele, o usuário sincroniza perfumes nos filmes, por meio de um editor de vídeo, e o dispositivo dispara as fragâncias escolhidas no momento em que as imagens estiverem rodando. Os aromas são armazenados em cartuchos e oferecem até 200 horas de filmes. Caso o usuário queira um novo cheiro, a fabricante recebe os pedidos de personalização e ainda pode incluir um recurso que permite ajustar a intensidade de cada odor.

Reprodução















Fonte: www.olhardigital.uol.com.br

Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro

Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro

Um grupo internacional de cientistas está tentando criar um simulador para recriar tudo o que 
acontece na Terra, desde os padrões do clima global à disseminação de doenças, passando por transações financeiras internacionais ou mesmo os congestionamentos nas ruas de uma cidade.
Acelerador de conhecimento
Batizado de Living Earth Simulator(LES, ou Simulador da Terra Viva), o projeto tem como objetivo ampliar o entendimento científico sobre o que acontece no planeta, encapsulando as ações humanas que moldam as sociedades e as forças ambientais que definem o mundo físico.
"Muitos problemas que temos hoje - incluindo as instabilidades sociais e econômicas, as guerras, a disseminação de doenças - estão relacionadas ao comportamento humano, mas há aparentemente uma séria falta de entendimento sobre como a sociedade e a economia funcionam", afirma Dirk Helbing, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, que dirige o projeto FuturICT, que pretende criar o simulador.
Graças a projetos como o Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas construído na Suíça pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), os cientistas sabem mais sobre o início do universo do que sobre nosso próprio planeta, diz Helbing.
Segundo ele, necessita-se de um acelerador de conhecimento, para fazer colidir diferentes ramos do conhecimento.
"A revelação das leis e dos processos ocultos sob as sociedades constitui o grande desafio mais urgente de nosso século", afirma.
O resultado disso seria o LES. Ele seria capaz de prever a disseminação de doenças infecciosas, como a gripe suína, descobrir métodos para combater as mudanças climáticas ou mesmo identificar pistas de crises financeiras incipientes.
Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro
O projeto SAEMC vai usar uma megarrede computacional para prever o clima das megacidades da América do Sul. 

Hipercomputadores
Mas como funcionaria esse sistema colossal? Para começar, seria necessário inserir grandes quantidades de dados, cobrindo toda a gama de atividades no planeta, explica Helbing.
Ele também teria que ser movido pela montagem de supercomputadores que ainda estão para ser construídos, com a capacidade de fazer cálculos em uma escala monumental.
Apesar de os equipamentos para o LES ainda não terem sido construídos, muitos dos dados para alimentá-lo já estão sendo gerados, diz Helbing.
Por exemplo, o projeto Planetary Skin (Pele Planetária), da Nasa (agência espacial americana), verá a criação de uma vasta rede de sensores coletando dados climáticos do ar, da terra, do mar e do espaço.
Para completar, Helbing e sua equipe já começaram a identificar mais de 70 fontes de dados online que eles acreditam que possam ser usadas pelo sistema, incluindo Wikipedia, Google Maps e bases de dados governamentais.
A integração de milhões de fontes de dados - incluindo mercados financeiros, registros médicos e mídia social - geraria o poder do simulador.
Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro
Os simuladores quânticos talvez sejam uma alternativa para lidar com a infinidade de dados do projeto de simulação da Terra. 
Web semântica
O próximo passo é criar uma base para transformar esse pântano de dados em modelos que recriem com precisão o que está ocorrendo na Terra.
Isso só será possível com a coordenação de cientistas sociais, especialistas em computação e engenheiros para estabelecer as regras que definirão como o LES vai operar.
Segundo Helbing, esse trabalho não pode ser deixado para pesquisadores de ciências sociais tradicionais, que tipicamente trabalham por anos para produzir um volume limitado de dados.
Também não é algo que poderia ter sido conseguido antes - a tecnologia necessária para fazer funcionar o LES somente estará disponível na próxima década, observa Helbing.
Por exemplo, o LES precisará ser capaz de assimilar vastos oceanos de dados e ao mesmo tempo entender o que significam esses dados.
Isso só será possível com a maturação da chamada tecnologia de web semântica, diz Helbing.
Hoje, uma base de dados sobre poluição do ar seria percebida por um computador da mesma maneira que uma base de dados sobre transações bancárias globais - essencialmente apenas uma grande quantidade de números.
Mas a tecnologia de web semântica será capaz de trazer um código de descrição dos dados junto com os próprios dados, permitindo aos computadores entendê-los dentro de seu contexto.
"Além disso, nossa abordagem sobre a coleta de dados deve enfatizar a necessidade de limpá-los de qualquer informação que se relacione diretamente a um indivíduo," explica Helbing.
Segundo ele, isso permitirá que o LES incorpore grandes quantidades de dados relacionados à atividade humana sem comprometer a privacidade das pessoas.
Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro
Recentemente pesquisadores da IBM conseguiram simular o cérebro de um gato, abrindo caminho para um computador cognitivo. 
Além das nuvens
Uma vez que uma abordagem para lidar com dados sociais e econômicos em larga escala seja acertada, será necessário construir centros com supercomputadores necessários para processar os dados e produzir a simulação da Terra, diz Helbing.
A geração de capacidade de processamento para lidar com a quantidade de dados necessários para alimentar o LES representa um desafio significativo, mas está longe de ser um impedimento.
Para Peter Walden, fundador do projeto OpenHeatMap e especialista em análise de dados, se olharmos a capacidade de processamento de dados do Google, fica claro que isso não será um problema para o LES.
Apesar de o Google manter segredo sobre a quantidade de dados que é capaz de processar, acredita-se que em maio de 2010 o site usava cerca de 39 mil servidores para processar um exabyte (1.000.000.000.000.000.000 bytes) de dados por mês - quantidade de dados suficientes para encher 2 bilhões de CDs por mês.
Se aceitarmos que apenas uma fração das "várias centenas de exabytes de dados sendo produzidos no mundo a cada ano seriam úteis para uma simulação do mundo, o gargalo do sistema não deverá ser sua capacidade de processamento", diz Warden.
Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro
O simulador do sistema nervoso humano está disponível pela internet, como um software gratuito. 
Encontrar utilidade nos dados
"O acesso aos dados será um desafio muito maior, além de descobrir como usá-los de forma útil", afirma.
Warden argumenta que simplesmente ter grandes quantidades de dados não é suficiente para criar uma simulação factível do planeta.
"A economia e a sociologia falharam consistentemente em produzir teorias com fortes poderes de previsão no último século, apesar da coleta de muitos dados. Eu sou cético de que grandes bases de dados farão uma grande mudança", diz.
"Não é que não sabemos o suficiente sobre muitos dos problemas que o mundo enfrenta, mas é que não tomamos nenhuma medida a partir das informações que temos", argumenta.
Independentemente dos desafios que o projeto enfrenta, o maior perigo não é tentar usar as ferramentas computacionais que temos hoje e que teremos no futuro para melhorar nosso entendimento das tendências socioeconômicas, diz Helbing.
"Nos últimos anos, tem ficado óbvio, por exemplo, que necessitamos de indicadores melhores que o Produto Interno Bruto (PIB) para julgar o desenvolvimento social e o bem-estar", argumenta.
No seu âmago, ele diz, o objetivo do LES é usar métodos melhores para medir o estado da sociedade, o que poderia então explicar as questões de saúde, educação e ambiente. "E por último, mas não menos importante, (as questões) de felicidade", acrescenta.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Como será a roupa dos astronautas no futuro

Desde 1959, os trajes de astronauta serviram bem aos propósitos da Nasa de colocar um homem em órbita, chegar até a Lua e construir uma Estação Espacial. Mas a hora de aposentá-los se aproxima. Conheça a BioSuit, a roupa que pode nos levar à Marte.

Para alcançar seus novos objetivos de exploração espacial, a Nasa sabe que precisa de trajes mais leves e resistentes. “Essa é a ideia do BioSuit: ser uma segunda pele”, explica o arquiteto Guillermo Trotti.

Após passar anos desenvolvendo projetos para a agência, ele se juntou à professora Dava Newman, do Massachusetts Institute of Technology, para criar um traje que, fabricado com três camadas de uma lycra de composição secreta, aplica pressão diretamente no corpo do astronauta. “As roupas atuais são como um balão, com o equivalente a 1/3 da pressão atmosférica terrestre.

O tecido aplica essa mesma força, mas de forma mecânica”, diz ele. Ao invés de 130 kg, a Biosuit pesa, no máximo, 7 kg (contando capacete) e tem apenas 3 mm de espessura. Embora no vácuo o peso não faça diferença, em um planeta, como Marte, cada quilo conta. Parte do controle da pressão será feito por faixas largas vermelhas nos braços e pernas que ajudam o astronauta a vestir o traje.

Já as finais faixas que correm por todo o corpo são parte da tecnologia que dá mobilidade do tecido. Elas imitam as chamadas “linhas de não extensão” do corpo, regiões da pele que não se dobram quando nos movimentamos. “Cada traje é personalizado e segue as linhas de um único indivíduo”, diz Trotti.

Com um protótipo da roupa já finalizado, os pesquisadores estudam como poderiam fazer correr, nessas mesmas linhas, fluídos capazes de manter a temperatura corporal ou sensores que monitorassem as condições de saúde. Outro foco é a criação de um capacete que se mova junto com a cabeça do astronauta.

Por fim, seria preciso criar uma espécie de sobretudo, uma capa fina que oferecesse uma proteção adicional contra sujeira ou poeira. “O projeto da Biosuit é financiado pela própria Nasa. Acredito que entre seis e oito anos teremos algo, mas tudo depende do dinheiro..”, diz Trotti.

fonte: http://info.abril.com.br/


Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores

Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, apresentaram uma nova 
tecnologia que pode mudar radicalmente a indústria de telas e monitores de computadores, celulares e outros equipamentos portáteis.
O professor Jason Heikenfeld, coordenador da pesquisa, afirma que a nova tecnologia não apenas pode ser fabricada com os equipamentos disponíveis atualmente como "promete uma tecnologia de imagem virtualmente sem consumo de energia."
"O que nós desenvolvemos quebra uma barreira significativa para obtermos telas eletrônicas brilhantes que não necessitam de uma pesada bateria para alimentá-las," afirmou Heikenfeld.
Imagem versus bateria
O campo das telas e monitores hoje se divide em suas áreas bem demarcadas.
Na primeira estão dispositivos que oferecem funções limitadas e baixa velocidade, mas exigem pouca energia para funcionar. Neste lado da disputa estão os leitores eletrônicos, como o Kindle.
Na segunda área estão dispositivos como telefones celulares, notebooks e tablets, que oferecem uma elevada saturação de cor e alta velocidade para vídeo e outras funções, mas ao custo de um elevado consumo de energia, exigindo constantes recargas das baterias.
"A sabedoria convencional diz que você não pode ter tudo nesses dispositivos eletrônicos: velocidade, brilho e baixo custo de fabricação. Isso está para mudar com a introdução desta nova descoberta no mercado. Esta ideia tem sido trabalhada há algum tempo, mas nós não lançamos o projeto está termos certeza de que ela poderia ser fabricada na prática," diz o pesquisador.
Tecnologia dos monitores
Para entender melhor essa nova tecnologia de monitores com alta qualidade de imagem e baixo consumo de energia é necessário saber como funciona o projeto básico das telas atuais.
Veja um leitor eletrônico como um monte de microbaldes (ou pixels) cheios com tintas preta e branca, nos quais é possível mover os pigmentos pretos e brancos para o topo ou para o fundo do balde.
Da mesma forma que misturar tintas, o processo não é rápido. É mais ou menos assim que os leitores eletrônicos de hoje funcionam. O movimento lento das partículas forma o texto e as imagens em tons de cinza que você vê em um leitor eletrônico.
A grande vantagem é que esses dispositivos não gastam praticamente nenhuma energia a menos que você esteja trocando a imagem mostrada na tela porque é a luz do ambiente que é usada para tornar as partículas visíveis.
Já os monitores de computador e celulares gastam muita energia em parte porque precisam de uma fonte interna de luz. Ao passar por filtros especiais e por moléculas capazes de se mover rapidamente, a imagem pode se formar com grande velocidade. Por outro lado, a necessidade de uma fonte de luz interna também significa que a imagem é pobre em luz brilhante, natural.
Tecnologia microfluídica revoluciona telas e monitores
Quando a luz ambiente atinge a camada reflexiva, no interior da tela, ela é amplificada, resultando em uma qualidade de imagem sem concorrentes. 

Tecnologia microfluídica
A nova tecnologia microfluídica combina as melhores características dos dois tipos de dispositivos.
Ela consome pouca energia porque também faz uso da luz ambiente.
No entanto, apesar da nova tecnologia eletrofluídica dispensar uma forte fonte de luz interna, ela ainda é capaz de mostrar imagens brilhantes em alta velocidade.
Veja como essa "mágica" é possível.
Por trás da tela há duas camadas de líquido, um óleo e um fluido de dispersão dos pigmentos, semelhante ao usado nas impressoras jato de tinta. Entre as duas camadas há eletrodos reflexivos - pense neles como um espelho altamente reflexivo.
A luz ambiente entra através da tela, passando pela primeira camada de líquido, até atingir os eletrodos reflexivos. Quando a luz bate nos eletrodos, ela salta de volta para o olho do espectador, criando a percepção de uma imagem brilhante, com cores saturadas.
Uma pequena carga elétrica alimenta o movimento dos dois líquidos, que ocorre entre a camada inferior, por atrás dos eletrodos reflexivos, e a camada superior, à frente dos eletrodos.
Quando a substância pigmentada está posicionada na camada de cima, entre a luz ambiente e os eletrodos reflexivos, ela cria um raio refletido de luz colorida que se combina com milhões de raios da luz ambiente para produzir uma tela com cor total.
Comparação com outras tecnologias
Em termos de qualidade da imagem, o concorrente mais próximo desta nova tecnologia microfluídica, apresentando um brilho semelhante, é a tecnologia eletrocrômica, que não é capaz de mudar com rapidez suficiente para criar imagens de vídeo.
E a próxima competidora em termos de baixa potência, e ainda capaz de mostrar vídeos, é chamada de Mirasol, desenvolvida pela Quallcomm. Contudo, ao tentar exibir o branco, a tecnologia Mirasol tem apenas um terço do nível de brilho da nova tecnologia - a Mirasol, na verdade, parece-se com um jornal acinzentado.
Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia de tela microfluídica pode ser inteiramente fabricada utilizando os mesmos equipamentos que hoje fabricam as telas LCD.
Por isso, eles esperam que as primeiras telas de alta qualidade e baixíssimo consumo de energia deverão chegar ao mercado nos próximos três anos, através de sua recém-lançada empresa, a Gamma Dynamics.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br